A Chapada Diamantina fica situada no estado da BAHIA, no centro.
É lá que nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio das Contas.
Correntes de águas são brotadas nos cumes.
Há lindas piscinas naturais que são formadas por águas transparentes que vem desses cumes e passam por belos regatos e cachoeiras borbulhantes.
O INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE é quem administra o parque nacional.
A Chapada Diamantina é composta por 28 municípios: Abaíra e seu distrito Ouro Verde e Catolés, Andaraí, Barra da Estiva,Dom Basílio, Ibitiara, Itaetê, Livramento de Nossa Senhora, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Novo Horizonte, Palmeiras,Rio de Contas e seus distritos Arapiranga e Marcolino Moura, Ruy Barbosa, Seabra, Souto Soares, Tapiramutá, Utinga,Wagner, Boninal, Bonito, Ibicoara e seu distrito Cascavel, Ibiquera, Iraquara, Jussiape e seu distrito Caraguataí, Lençóis,Mucugê, Nova Redenção e Piatã e seus distritos Cabrália e Inúbia.
A vegetação é deslumbrante!
Há bromélias, orquídeas e sempre-vivas.
Caminhar respirando o ar puro e admirando a paisagem é a principal opção dos turistas de todas as partes que visitam a Chapada. Os lugares verdejantes guardam sempre uma surpresa com águas cristalinas ou areias coloridas, belos morros, flores e hortaliças que encantam pela beleza e viço
Em Igatu, a curiosidade se aguça em meio às ruínas da cidade fantasma, construída com pedras que formam as paredes de pequenas grutas. Em Capão da Volta o "morro da igrejinha" é um dos lugares mais visitados, por católicos e todos que apreciam a beleza da Chapada.
Há Grutas, poços e pinturas rupestres, serras, rochas...
A Chapada Diamantina nem sempre foi uma imponente cadeia de serras.
ESPELEOLOGIA
(Ciência que estuda as cavernas e grutas)
O interesse crescente de pesquisadores em espeleologia, na região, deve-se ao grande número de grutas existentes na Chapada Diamantina ainda sem conhecer, catalogar ou explorar, adequadamente.
No século passado, pioneiros como Peter Lund e o alemão Ricardo Kroner descobriram o enorme potencial espeleológico brasileiro.
Na Bahia, encontra-se o maior sistema hidrológico subterrâneo identificado no País e talvez no mundo.
Existem mais de 130 grutas mapeadas e cadastradas só nos municípios de Seabra, Palmeiras e Iraquara.
Segundo algumas estimativas, aquela região contém, provavelmente, a maior densidade de galerias por quilômetro quadrado, e o maior potencial brasileiro, tanto em termos de quantidade quanto de extensão de cavernas, sendo que a distancia entre elas alcançaria, no máximo, 500 metros.
No século passado, pioneiros como Peter Lund e o alemão Ricardo Kroner descobriram o enorme potencial espeleológico brasileiro.
Na Bahia, encontra-se o maior sistema hidrológico subterrâneo identificado no País e talvez no mundo.
Existem mais de 130 grutas mapeadas e cadastradas só nos municípios de Seabra, Palmeiras e Iraquara.
Segundo algumas estimativas, aquela região contém, provavelmente, a maior densidade de galerias por quilômetro quadrado, e o maior potencial brasileiro, tanto em termos de quantidade quanto de extensão de cavernas, sendo que a distancia entre elas alcançaria, no máximo, 500 metros.
Na Chapada está o maior acervo espeleológico da América do Sul.
Serras
As serras que compõem a Chapada Diamantina abrangem uma área aproximada de 38.000 km² e são as divisoras de águas entre a bacia do rio São Francisco (rios S. Onofre, Paramirim) ) e os rios que deságuam diretamente no oceano Atlântico, como o Rio de Contas e o Rio Paraguaçu.
Montanhas
As montanhas mais altas do Nordeste brasileiro estão na Chapada Diamantina: o Pico do Barbado com 2.033 metros, o Pico do Itobira com 1.970 metros e o Pico das Almas com 1.958 metros.
AS CAVERNAS
As cavernas formadas em arenitos, do Grupo Chapada Diamantina, estão entre as mais espetaculares e raras do mundo, a exemplo da Gruta do Lapão, no Município de Lençóis, que tem mais de 1 km de extensão.
Caverna do Poço Encantado
Há centenas de cavernas na região, porém essa é a mais conhecida,
A água ali é de cor azul turquesa devido aos raios do sol que penetram na gruta através de uma fenda. Dada a transparência da água, é possível até ver o fundo do poço, que tem de 30 a 60 metros de profundidade.
Poço Encantado, um lago subterrâneo com uma janela natural que em certos momentos é iluminado pelo Sol.
As inúmeras camadas de arenitos, conglomerados, e calcários, hoje expostas na Chapada Diamantina, representam os depósitos sedimentares primitivos; a paisagem atual é o produto das atividades daqueles agentes ao longo do tempo geológico. Nas ruas e calçadas das cidades da Chapada, lajes de superfícies onduladas revelam a ação dos ventos e das águas que passavam sobre areais antigos.
Poço Azul
O Poço Azul tem características semelhantes às do Poço Encantado, e é permitido mergulhar em suas águas.
Poço Azul
Aqui o luxo é poder banhar-se nas águas cristalinas. O azul vivo da água deve-se à luz que vem do sol. O atrativo pertence ao município de Nova Redenção e para visitá-lo é necessário pagar taxa de entrada. O lugar possui restaurante, estacionamento e loja de artesanato.
Poço Encantado
Sua água é tão cristalina que não é possível perceber onde o meio aquático começa. As pedras localizadas a 50 metros de profundidade são vistas nitidamente, além do reflexo da luz que transforma a água em um espelho mágico. O encanto realmente acontece quando um raio de sol atravessa o poço, principalmente nos meses de abril a agosto, refletindo um azul límpido. Está localizado no município de Itaetê.
Gruta da Pratinha
Há mais de 36 grutas
Dentre as grutas existentes com formação calcária, destacam-se, como as mais extensas, a Lapa Doce ll, com 9.800m; a Gruta da Torrinha, com 6.500m; a Gruta do Ioiô e a Gruta do Impossível, ambas com 4.000m de extensão.
Atualmente, apenas cinco, dentre essas grutas, são exploradas turisticamente: Lapa Doce l, Torrinha, Pratinha, Gruta Azul, e a Gruta do Lapão, em Lençóis, esta última esculpida em arenitos.
Atualmente, apenas cinco, dentre essas grutas, são exploradas turisticamente: Lapa Doce l, Torrinha, Pratinha, Gruta Azul, e a Gruta do Lapão, em Lençóis, esta última esculpida em arenitos.
Gruta da Lapa Doce
Localizada no município de Iraquara na Chapada Diamantina, a Gruta da Lapa Doce faz parte de um complexo de cavernas calcáreas, diferenciando da maioria das cavernas da região por ser ampla, arejada e quase toda plana. Considerada a terceira maior do Brasil, a caverna possui 20 km mapeados, onde 850 m são abertos à visitação. Sua dolina (depressão externa formada pela dissolução ou desmoronamento de material calcário) surpreende pela grandiosidade – 72 metros de altura. Seu maior salão não fica atrás: tem 60 metros de largura.
Pratinha e Gruta Azul
Situada na Fazenda Pratinha, próxima ao município de Iraquara e com a mesma água transparente e azul dos poços Encantado e Azul, o lago da gruta Azul fica escondido sob as raízes aéreas de uma árvore da fazenda e tem comunicação com o Rio Pratinha. Para chegar até ela há uma pequena, mas íngreme descida. O banho na gruta não é permitido.
Já na Gruta do Rio Pratinha, o mergulho é permitido. A observação das formações rochosas e dos peixes é a principal atração. Vale dizer que a flutuação é uma espécie de mergulho feita com colete salva-vidas, pé de pato e snorkel, sempre em grupos e acompanhada por guias treinados e qualificados em espeleomergulho com certificação internacional para mergulhos em cavernas. Uma das curiosidades dessa lagoa são os micro búzios, ou o que o restou deles. Parte dessas minúsculas conchinhas que forram o leito do rio foi pisoteada e destruída. As plantas aquáticas, antes abundantes no rio Pratinha, também sofreram interferência humana. Atualmente, o rio mais parece uma piscina.
Cavernas
. Entre as cavernas secas, as mais visitadas são a da Torrinha, Lapa Doce, Paixão, Lapão, Bolo de Noiva, Fumaça, Gruta Azul e Brejões.
Caverna do Lapão
Na boca da caverna do Lapão, em Lençóis, há o cave jumping, semelhante ao bungee jumping
A Torrinha não é a maior caverna do Brasil, mas é uma das mais completas, considerando-se a riqueza e diversidade de seus espeleotemas. No último levantamento da Sociedade Brasileira de Espeleologia, de 1994, a Torrinha aparece como a 13º maior do país, com 8.210 metros. No entanto, atualmente já há 13.300 metros mapeados, o que a colocaria em sétimo lugar.
Descoberta em 1850, a caverna Torrinha fica em uma propriedade particular em Iraquara. O atual proprietário e zelador da caverna, Eduardo Figueiredo da Silva, 45, conta que, na época, seu bisavô percorreu apenas 600 metros, trecho que corresponde ao primeiro dos três roteiros.
Antes de entrar na Torrinha os visitantes recebem um capacete e orientações sobre o comportamento dentro da caverna. Não falar alto, não correr e não mexer nas formações são os principais pedidos.
Pinturas rupestres
A região conta ainda com um rico patrimônio cultural, que inclui 65 sítios de pinturas rupestres, casarões centenários, feiras e artesanatos.
Além da beleza de seus espeleotemas, observam-se, também, importantes painéis arqueológicos, com pinturas rupestres de animais (a exemplo de cachorros, veados, peixes etc.) ou de outras figuras que sugerem formas as mais diversas, como sol, mãos, flechas e desenhos geométricos.
São figuras que se atribuem à obra do homem americano, pré-colombiano, datadas entre 1 mil a 8 mil anos, sendo que os painéis mais antigos, segundo a professora Beltrão, alcançariam 30 mil anos.
Estes painéis, encontrados em mais de 36 grutas dentre as já cadastradas, além dos possíveis materiais líticos, cerâmicos e outros vestígios, que provavelmente existam no subterrâneo, representam um importante registro do homem da pré-história brasileira, constituindo-se num patrimônio natural inestimável, para efeito de estudos e de pesquisa, que enriquecerão, cada vez mais, não só o Brasil mas a humanidade.
São figuras que se atribuem à obra do homem americano, pré-colombiano, datadas entre 1 mil a 8 mil anos, sendo que os painéis mais antigos, segundo a professora Beltrão, alcançariam 30 mil anos.
Estes painéis, encontrados em mais de 36 grutas dentre as já cadastradas, além dos possíveis materiais líticos, cerâmicos e outros vestígios, que provavelmente existam no subterrâneo, representam um importante registro do homem da pré-história brasileira, constituindo-se num patrimônio natural inestimável, para efeito de estudos e de pesquisa, que enriquecerão, cada vez mais, não só o Brasil mas a humanidade.
Esportes radicais
A Chapada também é um destino imperdível para os adeptos dos esportes radicais. A lista das modalidades que podem ser praticadas na região é longa, mas vale destacar a escalada, a tirolesa, o canyoning - rapel em cachoeira - e o mountain biking. . São 273 km de trilhas de diferentes graus de dificuldade.
A viagem entre Vale do Capão e Lençóis dura cerca de cinco horas pedalando, e é um dos trechos mais difíceis da volta.
De Igatu a Mucugê, o esforço já é bem menor: duas horas de trilha com descidas na maior parte do tempo. Agências de turismo oferecem roteiros que incluem pedalar e caminhar.
De Igatu a Mucugê, o esforço já é bem menor: duas horas de trilha com descidas na maior parte do tempo. Agências de turismo oferecem roteiros que incluem pedalar e caminhar.
Parque Municipal de Muritiba/ Lençois
. Entre os locais de escalada, os de maior destaque são o Parque Municipal de Muritiba, em Lençóis, com mais de 50 rotas,
Parque Municipal de Igatu / Andarai
PONTOS TURÍSTICOS
MORRO DO CAMELO OU CALUMBI Situado cerca de 4km a norte do Morro do Pai Inácio, é um dos cartões postais da Chapada Diamantina, com sua silhueta retratando o perfil de um camelo. Com sua altitude de 1.050m, é um remanescente erosivo da Serra do Sincorá esculpido em arenitos e siltitos.
MORRO DO PAI INÁCIO Considerado por muitos como o símbolo da Chapada Diamantina, situa-se na margem norte da BR-242 e dista cerca de 28km de Lençóis. Testemunho erosivo da serra do Sincorá, com 1.120m de altitude, é sustentao por arenitos e siltitos.
MUCUGEZINHO Ponto turístico de fácil acesso, a 20km de Lençóis, situa-se no riacho do mesmo nome, às margens da BR-242. Trata-se de uma “escorregadeira” natural no leito do rio, formada em arenitos eólicos e que culmina num poço de águas profundas e escuras.
POÇO DO DIABO Situado no leito do riacho Mucugezinho, a 1,5km a jusante da “escorregadeira” do rio é um poço profundo e amplo escavado em arenitos e conglomerado. Os elevados paredões laterais do poço servem como “trampolim” aos banhistas.
CACHOEIRA DE CONCEIÇÃO DOS GATOS Com cerca de 40m de altura, localiza-se nos arredores do povoado do mesmo nome, em afluente da margem direita do rio Preto, distando 14km de Palmeiras. Sustentada por arenitos e arenitos conglomeráticos.
MORRÃO OU MONTE TABOR Isolado no centro de uma campina, com 1.418m de altitude, é outro remanescente erosivo da serra do Sincorá, e está situado no eixo da estrutura geológica denominada Anticlinal do Pai Inácio. O acesso mais fácil é pela estrada Palmeiras/Capão, através da localidade de
Campinas.
GRUTA DO LAPÃO Situada 4km a NW de Lençóis, pode ser alcançada a pé. Com cerca de 1.200m de extensão, constitui a maior gruta do Brasil esculpida em rochas areníticas e conglomeráticas.
CACHOEIRA DO SERRANO/SALÃO DE AREIAS COLORIDAS Situada no perímetro urbano de Lençóis, a cachoeira do Serrano foi totalmente esculpida em rochas conglomeráticas. O Salão de Areias Coloridas representa conglomerados intemperizados onde fragmentos de composição e tonalidades diversas encontram-se decompostos.
CACHOEIRA PRIMAVERA/CACHOEIRINHA/POÇO PARAÍSO Locais situados pouco a montante da Cachoeira do Serrano, no rio Lençóis e afluentes, onde os cursos d’água cortam arenitos e conglomerados diamantíferos.
RIBEIRÃO DO MEIO/RIBEIRÃO DE BAIXO Locais situados no leito do rio Ribeirão, cerca de 5km a sul de Lençóis. O Ribeirão do Meio é um “tobogã” constituídos em arenitos e conglomerados, em tudo similar ao Mucugezinho. O Ribeirão de Baixo é um poço amplo e profundo situado na foz do rio.
CACHOEIRA DO SOSSEGO No leito do rio Ribeirão, a 5km acima de Ribeirão do Meio, descortinas esta cachoeira que em degraus sucessivos, construidos em arenitos e congomerados, cai por cerca de 15 - 20m num remanso de águas escuras.
CACHOEIRA DA FUMAÇA OU SALTO “GLASS” De extenso abismo originado numa fenda geológica, despenca de 420m de altura, esta cachoeira que é considerada como a de maior queda livre do país. Edificada em arenitos fluviais e eólicos, seu paredão verticalizado pode ser alcançado a partir de Capão, num percurso a pé de 6km.
VALE DO CAPÃO Dos arredores de Capão, e estendendo-se para sul por cerca de 10km até próximo aos Gerais do Vieira, descortina-se este imenso e fertil vale balizado pelas cumiadas imponentes que constituem as abas da estrutura geológica denominado Anticlinal do Pai Inácio. Possui pousada rústica.
MARIMBUS Grandes áreas de inundação similares a imensos brejos, recobertas por baronesas e piris (planta fibrosa), que acompanham o curso médio/baixo do rio Santo Antônio. Nestes extensos alagadiços viceja uma fauna rica em peixes, jacarés e sucuris.
CACHOEIRA DO CAPIVARÍ Situada em afluente da margem direita do rio Capivarí, é um ponto turístico alcançado com razoável grau de dificuldade, devendo ser visitado com guia experimentado. Construída em paredões de rochas areníticas.
GERAIS DO VIEIRA Situado entre o vale do Capão e o vale do Paty, é um belo e extenso altiplano (altitudes superiores a 1.000m), recoberto por gramíneas e serpenteado por córregos de águas cristalinas acompanhados por matas ciliares exuberantes.
CACHOEIRA DO RAMALHO Localiza-se no leito da margem direita do rio Baiano, cerca de 6km a noroeste de Andaraí e só pode ser alcançada a pé. Logo após um trecho onde o rio “engruna” por cerca de 150m, surge imponente esta belissima cachoeira erigida em conglomerados e arenitos.
CACHOEIRA DA DONANA (PASSAGEM DE ANDARAÍ) Situa-se pouco a montante da ponte sobre o rio Paraguaçu, na estrada Andaraí-Mucugê. No local, em saltos sucessivos, o rio corre sobre arenitos róseos, abandonando a serra do Sincorá a procura da extensa planície ondulada de rochas calcárias.
PATY DE BAIXO Está localizado no extremo sudeste do vale do Paty, boqueirão do rio Cachoeirão, local limitado por paredões verticalizados de rochas sílticas e areníticas finas, com cerca de 400m de altura.
CACHOEIRÃO Localizada no alto curso do rio do mesmo nome é uma imponente queda com mais de 150m de denível, construída na interfácie arenitos/siltitos arenosos.
PATY DO MEIO Centro geográfico do vale do Paty, está área é considerada por muitos como a mais bela do vale, com destaque para os boqueirões dos rios Lapinha e Piabas e a imponência e silhuetas dos morros do Gavião e Branco.
GRUTA DO MORRO DA LAPINHA Ainda desconhecida até pela maioria dos guias turísticos da região, é uma gruta descrita como tendo 10 - 15m de altura, por 10m de largura e edificada em rochas areníticas. Conhecida por moradores de Paty do Meio.
MORRO BRANCO Com 1.580m de altitude reina imponente sobre a entrada norte do vale do Paty, e é sustentado por arenitos de origem fluvial. Constitui um dos principais referenciais da região do Paty.
PATY DE CIMA OU RUINHA Vila abandonada da qual hoje só resta em pé uma pequena igrejinha. Até um passado não muito remoto, era importante centro produtor de café, milho, banana, cítricos em geral, que abastecia as cidades de Lençóis, Andaraí e Mucugê.
IGATU OU XIQUE-XIQUE DE ANDARAÍ Nos dias de glória dos garimpos de diamantes, esta vila chegou a contar com mais de 30.000 habitantes. Hoje, perdida no tempo e entregue ao abandono, suas ruinas, todas de pedras, lembram, segundo o escritor Walfrido de Moraes, uma “Pompéia” devastada.
GERAIS DE MUCUGÊ Situada a sul de Mucugê, caracterizam-se pela abundância em plantas ornamentais do tipo sempre-vivas. Em termos históricos, Theodoro Sampaio descreveu nestes “Gerais”, em 1880, pinturas rupestres na “lapa” de Maxambomba e divagou, perguntando a si próprio, se ali não estaria o elo da cidade perdida.
PROJETO SEMPRE VIVA Projeto mantido pela prefeitura de Mucugê, em área de parque municipal,que tem como objetivos regulamentar a exploração da flora, estruturar o ecoturismo e gerar emprêgos.
TRILHAS
LENÇÓIS - MORRO DO PAI INÁCIO (via Barro Branco) Esta trilha, com cerca de 18km de extensão, corta a região do Barro Branco, um dos mais importantes centros garimpeiros da Serra do Sincorá desde meados do século XIX. Até hoje, são visíveis na área as marcas deixadas pela atividade
mineira nos aluviões e coluviões de rios e serras, locais de mais fácil concentração do cascalho precioso desagregado das rochas conglomeráticas portadoras de diamante. O trecho deste roteiro, que vai de Lençóis a Barro Branco ( 7km), pode, em épocas normais, ser efetuado de carro.
LENÇÓIS - CAPÃO (CAETÉ AÇU) A partir de Lençóis, num percurso de aproximadamente 27km, vence-se inicialmente os caminhos escarpados das Serras dos Lençóis e Ribeirão, edificados em arenitos e conglomerados diamantiferos, para logo depois acompanhar o curso do rio Ribeirão, no rumo
de suas nascentes. Neste trecho, e antes de chegar as campinas do Morrão, o rio ora se encaixa em canyons profundos, ora serpenteia em vales mais abertos e suaves. Ao alcançar as Campinas, a trilha inflete para sul no rumo do Capão, podendo-se buscar, para maior facilidade de deslocamento, a rodovia “oficial” Palmeiras - Capão. Trilha recomenda guia experimentado.
CAPÃO - TOPO DA CACHOEIRA DA FUMAÇA OU “GLASS” Dos 6km que separam o Capão da Cachoeira da Fumaça, apenas aqueles 1 - 1,5km utilizados para vencer a escarpa ocidental da Serra do Sincorá, são relativamente penosos. O restante do percurso (4 - 4,5km) é suave, efetuado na planura monótona dos “gerais”. É aqui sugerido que esta caminhada seje efetuada após um período de chuvas, quando o riacho da Fumaça adquire volume d’água suficiente para permitir ao observador visualizar em toda sua planitude a fina coluna de água despencando em queda livre de 420m, formando belíssimos arco-iris e como que tentando “retornar para o alto”.
MORRO DO PAI INÁCIO - MORRÃO (MONTE TABOR) Trilha pouco explorada com 10 - 12km de percurso, que meandra nas campinas do amplo vale do rio Mucugêzinho, ao longo do eixo da estrutura geológica denominada “Anticlinal do Pai Inácio”, até alcançar as nascentes do rio localizadas na face norte do Morrão. A programação da caminhada deve incluir guia experiente da região, de preferência capaz de conduzir o vizitante ao topo do Morrão.
LENÇÓIS - ANDARAÍ (Estrada Antiga, Marginal ao Bordo Leste da Serra do Sincorá) Com 35 - 40km de extensão, está trilha baliza o bordo oriental da Serra do Sincorá, no seu contato com a extensa planície ondulada de calcários e argilitos de leste. Ao longo do caminho, cujo traçado segue os aluviões diamantíferos do rio São José, cruza-se aqui e ali com antigas e atuais zonas de garimpo, a maioria com dragas. Do rio Roncador até a foz do Rio Garapa, pode-se optar por uma trilha plana, mais suave, que margeia os “marimbus” do rio Santo Antonio (Va) ou por uma outra menos “batida” e mais íngreme que serpenteia as escarpas do Sincorá (Vb).
LENÇÓIS - RIBEIRÃO DO MEIO Com um percurso de 5km efetuado em pouco mais de 1 hora de caminho, esta é talvez a trilha mais simples e fácil de ser percorrida entre aquelas existentes na área do Parque. A leste da trilha, que segue aproximadamente o contato entre os conglomerados diamantíferos e arenitos finos, pode-se observar nas encostas da serra, as marcas deixadas pelas antigas “grupiaras” (garimpos de terras altas).
LENÇÓIS - “PÉ” DA CACHOEIRA DA FUMAÇA Trilha de caminhada dura, que exige o auxílio de guia altamente experiente, além de elevado espírito de aventura e bom preparo físico. Uma programação normal inclui a necessidade de acampar, ao menos duas vezes, durante o percurso.
Existem duas opções para execução da trilha: na opção (VIa), o roteiro cruza a serra do Veneno pegando o rio Capivara já no seu médio/alto curso; na opção (VIb) segue-se o curso do rio Capivara desde sua foz até o “pé” da cachoeira. Estima-se o percurso em 20km (opção VIa) e 25km (opção Vib).
“PÉ” DA CACHOEIRA DA FUMAÇA/TÔPO DA CACHOEIRA DA FUMAÇA Trilha com alto grau de dificuldade, efetuado até hoje por reduzido número de pessoas. Apesar da curta extensão (4 - 5km), sua travessia constitui uma autêntica aula de alpinismo pelos paredões laterais da cachoeira. Dos guias tradicionais da região, poucos são capazes de efetuar este percurso.
LENÇÓIS - CACHOEIRA DO SOSSEGO Esta trilha, com extensão estimada em 9km, percorre todo o tempo as escarpas da borda oriental da serra do Sincorá, sustentadas por arenitos e conglomerados, onde outrora fervilhavam pujantes e numerosos garimpos de diamante. É um percurso
considerado como de médio grau de dificuldade, e que deve ser efetuado com auxílio de guia experiente.
ANDARAÍ - PATY - GUINÉ Com 40km de extensão o seu roteiro exige, pelo menos, um pernoite na região do Paty. Este é um dos percursos de maior beleza cênica na área do Parque, alternando vales escarpados, cachoeiras, morros de esculturas fenomenais, córregos e rios de águas cristalinas. De
Andaraí, sobe-se a vertente oriental da Serra do Sincorá, esculpida em arenitos e conglomerados diamantíferos, até alcançar o vale do Paty encaixados em paredões verticalizados de siltitos arenosos, com até 450m de desnível. As rochas desta trilha, como de todo o Parque, tem idade superior a um bilhão de anos.
CAPÃO - PATY Esta trilha, hoje pouco “batida” e com extensão aproximada de 20km, é, ao lado da trilha Andaraí - Paty - Guiné, aquela de cenários mais espetaculares da área do Parque. Neste quadro de beleza pura e natural, destaca-se a imensidão do altiplano denominado “Gerais do Vieira”, onde se
descortina para o sul o vale do Paty, e para norte a amplidão do vale do Capão. Esta caminhada exige guia experiente e conhecedor da região, mormente da região dos “gerais” onde os caminhos são multiplos e tênues, modificando-se rapidamente com o passar dos anos.
PATY - CACHOEIRÃO Com grau de dificuldade razoável, esta trilha exige para sua execução o auxílio de guia experiente. Todo o caminho é efetuado pelo boqueirão do rio Cachoeirão, o qual ainda preserva boa parte da sua mata nativa original. A partir do Paty de Baixo (Casa do Sr. Massú), estima-se para o percurso uma distância de 8km.
MUCUGÊ - PATY (Via Gerais do Rio Preto) Ao longo de aproximadamente 30km, esta trilha percorre os belos gerais do rio Preto, sempre acompanhando o curso do rio homônimo, com suas matas galeria, planura monótona capeada por vegetação herbácea e clima ameno compatível a altitudes sempre superiores a 1.000m. Trilha abandonada após o declinio do Paty, utilizada atualmente por caçadores e ainda raros grupos turísticos. Necessita para sua execução guia experiente na região.
MUCUGÊ - IGATU - ANDARAÍ Uma primeira opção deste roteiro é feito a pé (25 a 30km) e exige guia altamente experimentado. De Mucugê, segue-se a Chapada do Capa Bode até próximo a Igatu, quando ao longo do rio Coisa Boa, atinge-se a passagem de Andaraí. Este percurso refaz uma das mais importantes trilhas garimpeiras do passado. A segunda opção é efetuada de carro pela antiga estrada de Mucugê - Andaraí, que apresenta como curiosidade, belos trechos calçados com lajes e lajotas de arenito (“trilha da pedras).
GASTRONOMIA
Lençóis - BA
Restaurante Marimbus, Portal Lençois (cozinha Regional e Internacional): (75) 3344-1233
Artista da massa (cozinha Italiana): (75) 3334-1886
Restaurante Grizante (cozinha Regional): (75) 3334-1008
Restaurante A Fazendinha (cozinha Regional): (71) 9115-6346
Burritos Y Taquitos Santa Fé (cozinha Mexicana): (75) 3334-1105
Cozinha Aberta (cozinha Regional): (75) 3334-1066Vale do Capão - BA
Casa das Fadas (cozinha Italiana): (75) 3344-1166
Pizza Integral Capão Grande(cozinha Italiana): (75) 3344-1138
Carro
De Salvador até Lençóis são 409 km. De carro desde a capital baiana, siga pela BR-324 até Feira de Santana e depois pela BR-116 até a ponte sobre o rio Paraguaçu. O trecho seguinte é percorrido pela BR-242 até Lençóis.
Mucugê fica ao sul de Lençóis, distante 150 km, percorridos na BR-242 (no sentido de volta para Salvador) até o seu encontro com a rodovia BA-142. Siga nela até Andaraí, a 100 km, e depois até Mucugê, passando por Igatu.
Rodovias: BR-324, BR-116, BR-242, BA-142
Avião
Há um aeroporto em Lençóis, menor, e o Aeroporto Internacional de Salvador. A partir de Salvador, o turista pode pegar outro voo até Lençóis.
Aeroporto Coronel Horácio de Matos
BR-242, km 209, no distrito de Cel. Otaviano Alves, a 25 km do centro de Lençóis
Tel: (75) 3625-8100
Aeroporto Internacional de Salvador - Dep. Luís Eduardo Magalhães
Praça Gago Coutinho, s/n, São Cristóvão
Tel: (71) 3204-1010
Ônibus
A rodoviária de Salvador recebe ônibus de diversas capitais do país. A de Lençóis recebe diariamente ônubus de Salvador em quatro horários. Há três companhias que fazem o transporte de Salvador até a região e a viagem dura cerca de seis horas.
Rodoviária de Lençóis
Av. Senhor dos Passos, s/n, centro
Tel: (75) 3334-1112 e 3334-1595
Rodoviária de Salvador
Av. Antônio Carlos Magalhães, 4362, Pituba
Tel: (71) 3616-8300

